SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO TRANSVERSAL DE LEISHMANIOSE VISCERAL/LV ENTRE 2013- 2017 NO ESTADO DO TOCANTINS- BRASIL
ENIDA LANE OLIVEIRA, CAMILLA MOREIRA DE MELO, THAÍS COELHO AGUIAR, VANESSA CRISTINA FERREIRA NOGUEIRA, MARCOS VINICIUS CARDOSO DE FARIA, MARIA APARECIDA LIRA GOMES LUSTOSA

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: Segundo NEVES et al (2011) LV constitui uma zoonose de origem infecciosa de rápida evolução com quadro clínico específico corroborando com o Ministério da Saúde (2017) que define como doença crônica e sistêmica, quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. Conforme o Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral (2014), inicialmente tinha-se um caráter eminentemente rural, mas recentemente, vem se expandindo para as áreas urbanas. Objetivo: Estimar a incidência de LV no Estado do Tocantins-Brasil associando os fatores epidemiológicos no período de 2013-2017. Metodologia: Levantamento epidemiológico com caráter transversal baseado no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde /DATASUS entre 2013-2017, com análise dos casos confirmados e notificados de LV. Dados analisados: Casos confirmados por mês/ano, região de saúde/CIR, zona de residência, autóctone, unidade federativa com o local provável de infecção, raça, sexo, faixa etária, escolaridade, gestante, co-infecção HIV, diagnóstico laboratoriais, tipo de entrada, critérios de confirmação e evolução dos casos. Resultados:O Estado do Tocantins notificou 1.142 casos de LV entre os anos de 2013-2017, sendo 2013 o ano de maior incidência de casos confirmados (24,4%), seguido de 2017 (23,4%). Da população acometida a maior parcela pertence a região de saúde do Médio Norte Araguaia (44,4%) e Capim Dourado (23,9%), destas a Unidade Federada da possível origem da infecção está no Tocantins com 95,2%. Dos indivíduos notificados 86,3% pertencem a zona urbana, destes casos 91,3% foram classificados como autóctone.Em relação ao sexo, os homens expressam 62,3% dos casos e a escolaridade geral apresenta 42,9% tido como não se aplica. A faixa etária predominante pauta-se entre 1-4anos (26,1%) e 20-39anos (22,1%). Em relação as mulheres em idade fértil 87,8% não gestantes  e quanto a co-infecção por HIV, 64,7% não apresentava o agravo. Em relação aos critérios de confirmação, 87,4% foram laboratoriais e 12,6% clínico epidemiológico. Quanto a evolução 83,7% de cura e 5% óbito por LV.Conclusão: Os dados epidemiológicos dos últimos cinco anos revelam a urbanização da LV com aumento de casos autóctones. Destaca-se pelo número de casos a região de saúde do Médio Norte Araguaia, sendo sexo masculino proporcionalmente o mais afetado como também a idade da primeira infância. É importância que haja esforços conjuntos das diversas áreas do conhecimento, população e  serviços de saúde pública no processo de prevenção e controle  da LV, sendo o controle vetorial e de reservatórios os maiores desafios para o domínio do agravo.

Descritores: Leishmaniose visceral. Calazar. Esplenomegalia tropical. Zooantroponose. Febre dundun, Barriga d' água


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