SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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RASTREIO DE HEPATITES VIRAIS NO PRÉ-NATAL E A INFLUÊNCIA NO PROGNÓSTICO DA DOENÇA
Vanessa das graças Pinto, Caio Felipe Damasceno Tavares, Izabella Chaves Parreira, Patrícia da Silva Soares, Daniel Laureano de Castro, Breno Aparecido Gomes Silva

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: As hepatites virais, tipos B e C, são infecções de transmissão parenteral, podendo ocorrer por via sexual, vertical ou perinatal. As três últimas formas de transmissão são pouco esclarecidas para o tipo C. Objetivo: Evidenciar a importância do rastreio de hepatites virais durante o pré-natal, assim como, elucidar os riscos de transmissão vertical destas viroses durante a gestação e implicações ao neonato. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, no qual realizou-se uma busca em bancos de dados de relevância nas ciências médicas: LILACS, MEDLINE e SCIELO, onde buscou-se evidências recentes na literatura médica à cerca do tema. Foram analisadas as diretrizes do Ministério da Saúde que preconizaram a assistência ao pré-natal e a parturiente. Resultados: A principal forma de transmissão da hepatite viral B (HBV) é a sexual, todavia, a transmissão perinatal, durante o parto, é a que apresenta maior risco ao neonato. A via vertical de transmissão apresenta índice de cronificação (de 20% a 25%), logo, pode evoluir para hepatopatia avançada. Quando a infecção materna aguda ocorre no primeiro trimestre da gestação, tem-se uma menor chance de transmissão, porém, quando a mesma é infectada no segundo ou terceiro trimestre tem chances maiores que 60% de transmissão vertical. O HBV não contraindica a mãe de amamentar. No que tange a hepatite viral C (HCV), tem-se menos dados que comprovem a transmissão por via sexual e a via vertical apresenta poucos casos confirmados, todavia, a sorologia está indicada para todos os pacientes que se enquadrem em situações de risco, incluindo as gestantes. Conclusão: A transmissão vertical de infecções sexualmente transmissíveis (IST), principalmente em áreas endêmicas, urge como um entrave aos indicadores de saúde pública, demandando maior atenção e direcionamento das políticas públicas para a causa. A prevenção deve receber maior atenção, por se apresentar como uma abordagem estratégica no controle destas infecções, gerando menos custos à saúde pública e menores consequências aos pacientes.

 

Descritores: Cuidado pré-natal. Doenças sexualmente transmissíveis. Hepatite viral. Programas de rastreamento

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