SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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INCIDÊNCIA E PERFIL DAS GESTANTES DE ALTO RISCO ACOMETIDAS POR SÍFILIS NO ESTADO DO TOCANTINS ENTRE 2015 E 2017
MARIA APARECIDA LIRA GOMES LUSTOSA, ADIR BERNARDES PINTO NETO, CAMILLA MOREIRA DE MELO, THAIS COELHO AGUIAR, ENIDA LANE SOUSA DE OLIVEIRA, VANESSA CRISTINA FERREIRA NOGUEIRA

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A sífilis é uma doença infectocontagiosa, ocasionada pela bactéria Treponema Pallidum, com transmissão sexual e vertical. (GOMEZ et al., 2010). Afeta um milhão de gestantes por ano em todo o mundo. A elevação das taxas de detecção de sífilis em gestante por mil nascidos vivos aumentaram cerca de três vezes no período de 2010 a 2016, passando 3,5 para 12,4 casos por mil nascidos vivos respectivamente (Brasil, 2017). Objetivo: Estimar a ocorrência e perfil de sífilis em gestantes no Estado do Tocantins no período de 2015 a 2017. Metodologia: Levantamento epidemiológico com caráter transversal baseado no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) no período de 2015 a 2017, com análise dos casos confirmados e notificados de sífilis na gestação. Dados analisados: Raça, Faixa etária, escolaridade, classificação clínica, município de notificação e testes. Resultados: Entre 2015 a 2017 foram notificados no estado do Tocantins 903 casos de sífilis na gestação. Nesse período, o ano de maior incidência de notificações foi 2017 com 46,2% dos casos, 2016 e 2015 tiveram 31,3% e 22,5% respectivamente. O município de Palmas obteve destaque no Estado contabilizando 27,3% dos casos, seguido de Araguaína com 16,1%. Acometeu mais mulheres da raça parda (71,2%) e pretas (11%), entre 20 a 39 anos (70,6%) e com 15 a 19 anos (25,9%). Em sua maioria tinham até o 4°ano incompleto (23,2%) e ensino médio completo (17,8%). Quanto à classificação clínica, prevaleceu com 43,1% à forma primária e 19,2% latente, seguida de 12,2% terciária e 7,3% secundária. Quanto aos testes realizados, o Não treponêmico foi reagente em 81,8% e o treponêmico em 53,9%. Ressaltando que nesse período foram notificados 877 casos de sífilis congênita. Conclusão: Notamos um claro aumento de acometimento de sífilis em gestantes, no Estado do Tocantins de 2015 para 2017. Com expressividade em mulheres adultas jovens, da raça parda, com baixo nível de escolaridade, na forma clínica primária. Palmas e Araguaína notificaram mais casos, fato que pode se justificar pelo maior número populacional. Apesar de programas de saúde ao enfrentamento da sífilis, como o implantando no Brasil em 2007 “Plano Operacional para redução da sífilis e HIV”, não notamos redução dos casos em gestantes no Estado do Tocantins, fator preocupante, pois se não tratado adequadamente, leva ao aumento subsequente de sífilis congênita, pela transmissão vertical, sendo um grave problema de saúde pública.

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