SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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Elevadas doses de adubação fosfatada podem reduzir a área foliar específica do capim mombaça
Fabriny Da Silva Ribeiro, Athos Vinicios Souza Borges, Lara Couto Marques, Gilson do Carmo Alexandrino, João Henrique Silva da Luz, Alvaro José Gomes de Faria

Última alteração: 2018-10-08

Resumo


Introdução: O capim Mombaça é considerado uma forrageira com grande potencial produtivo, entretanto, no cerrado este potencial é comprometido devido à baixa disponibilidade de fósforo, sendo fundamental a inclusão deste macronutriente nas adubações. Objetivo: Avaliar o efeito de doses e fontes de fertilizantes fosfatados na área foliar específica do capim Megathyrsus maximus Jacq. cv. Mombaça. Material e Métodos: O experimento foi implantado na Universidade Federal do Tocantins - Campus de Gurupi, em parceria com a Timac agro, sob um Latossolo Vermelho-amarelo. O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2x5, sendo duas fontes de adubo fosfatado (07-28-00 + 11,9 Ca2+ + 7,8 S e 07-28-00 + 12,4 Ca2+ + 7,8 S) e cinco doses de cada fonte (0,0; 100; 200; 300 e 400 kg ha-1 de P2O5). A área foliar específica (AEF) foi determinada por meio da razão entre a área foliar e a massa seca das folhas. O resultado foi obtido através da média de três cortes na altura de 30 cm do solo, realizados aos 60, 90 e 120 dias após a emergência. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão através do software Assistat 7.7, considerando 5% de probabilidade, e o gráfico foi plotado com uso do software Sigma Plot 10®. Resultados: A maior resposta em relação à área folia específica foi encontrada nas plantas testemunhas (5,3 cm² g-1), representando uma característica negativa, pois para produzir um grama de massa seca foliar as plantas necessitarão de 5,3 cm² de área foliar. Por outro lado, as plantas sob a aplicação de ambas as fontes fosfatadas obtiveram redução nesta característica. Assim, na dose de 400 kg ha-1 de P2O5 para ambos as fontes as plantas necessitarão em média 4,2 cm² de área foliar para produzir um grama de massa seca foliar, ou seja, uma redução 21 % na área foliar para produzir a mesma quantidade de matéria seca. Conclusão: A dose média estimada que proporcionou melhores resultados em relação à área foliar específica foi a de 400 e 246 kg ha-1 para as fontes 07-28-00 + 11,9 Ca + 7,8 S e 07-28-00 + 12,4 Ca + 7,8 S, respectivamente.


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