SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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CÓRREGO POUSO DO MEIO E PROSPECÇÃO PARA ESGOTAMENTO SANITÁRIO: DESAFIOS PARA CONSERVAÇÃO
Gabriel Alves Ferreira, Rafaela Alves Dias Xavier, Alessandra G. Duarte Lima, Asafe Santa Bárbara Gomes, Maria Cristina Bueno Coelho, Nelita Gonçalves Faria de Bessa

Última alteração: 2018-10-09

Resumo


Introdução: Os impactos antrópicos do uso e ocupação do solo em meio urbano estão diretamente ligados à conservação de bacias hidrográficas. A manutenção da qualidade da água contribui para minimização das iniquidades sociais pois evita doenças. Objetivo: Explicitar a conservação do córrego urbanizado Pouso do Meio mediante a prospecção de ampliação do esgotamento sanitário em Gurupi-TO. Material e Métodos: Estudo observacional e analítico (UnirG/UFT/IFTO/Prefeitura), 2015 e 2018. A amostra da água foi feita antes e após o lançamento de esgoto: sonda multiparamétrica Exo II para coleta e análise físico-químicas (pH, turbidez, condutividade, oxigênio dissolvido, temperatura). A conservação da mata ciliar por superfície ciliar, DAP (média do diâmetro a altura do peito), altura (Ht = média da altura total), importância (IVI=DR+FR+DoR)  e cobertura (VC=DR +DoR) das espécies arbóreas; a macrofauna foi avaliada em 02 pontos (procura ativa, avistamento, fotografias, pegadas e vocalização); o cenário prospectivo  com dados do projeto da ampliação da ETE-Pouso do Meio, variável aumento da vazão/descarga do esgoto.  Resultados: A qualidade da água do córrego está nos limites do CONAMA nº357/2005: pH de 6,28, faixa permitida (6,0-9,0); turbidez águas doces de 16,43 NTU (máximo 40 NTU); oxigênio dissolvido de 4,22 (classe 3); condutividade de 34,9 uS/cm e aceitável (até 100 uS/cm; Von Sperling; 2007); temperatura da água de 20,72ºC e não há poluição térmica (40ºC) pela descarga atual do esgoto. Na macrofauna tem Tucano-tucanuçu (Ramphastos toco) e veado mateiro (Mazama) e a flora com densidade total absoluta de 82,222 árvores/ha, predominância das espécies como Ficus adhatodifolia e Inga vera (74,07% da área basal), com 57,85% do IVI, DAP médio de 27cm e altura de 2,5m, além de Pindaíba (Styrax ferrugineus) e Jangada (Heliocarpus popayanensis). A mata ciliar é de 28ha e 24% (6,9ha) está degradada. No curso d’água é lançado 36l/s de esgoto, prospectando um aumento em curto prazo para 148l/s, visando 80% de esgoto coletado,100% tratado, sendo nos dias atuais de 22%/100%. A população atendida passará de 22% para 80%. Conclusão: O córrego Pouso do Meio apresenta vulnerabilidade mediante seu estágio atual de conservação e desafios mediante impactos da ETE. É preciso que a sociedade, representada no comitê de bacias - CBHSAST, faça indicações técnicas ainda na etapa do projeto de ampliação da ETE e atue no monitoramento, cujo início da ampliação está prospectado para 2018/19. É essencial a manutenção da conservação deste córrego, mediante a afetação na vazão hídrica e qualidade da água.

Palavras chave: Recursos Hídricos. Esgoto sanitário. Impacto ambiental.

 

 


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