SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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INFLUÊNCIA DAS INCAPACIDADES CAUSADAS PELA HANSENÍASE NO AUTO-CUIDADO
Thales Silva Ferreira, Nathália Macêdo Ferreira, Jade Cândida Dias, Rafaela Lima Baía, Washington Stival Moreira, Joelcy Pereira Tavares

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, causada pela bactéria Mycoplasma leprae, um parasita intracelular obrigatório que infecta células da pele e nervos periféricos, gerando incapacidades nos acometidos. Objetivo: Evidenciar as principais incapacidades geradas nos pacientes acometidos pela hanseníase e conhecer a respeito da doença. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão da literatura, onde buscou-se nos bancos de dados de maior relevância na área médica (LILACS, SCieLO e BVS) e nas diretrizes aprovadas pelo Ministério da Saúde, informações quanto a hanseníase, abordando etiologia, fisiopatogenia, critérios clínicos e funcionais, formas de diagnóstico, tratamento e prevenção de incapacidades. Foram selecionados 154 artigos sobre os quais foram aplicados os critérios de inclusão, sendo: ter data de publicação menor que 10 anos e estar vinculado ao tema. Resultados: A evolução da hanseníase é insidiosa, sua predileção por células da pele e de nervos periféricos torna o paciente infectado pelo bacilo mais susceptível a desenvolver incapacidades. O diagnóstico é baseado na história clínica das lesões, na epidemiologia do local onde o paciente está inserido, exame dermatoneurológico e a baciloscopia em casos especiais. De acordo com as características da lesão, a doença pode estar classificada em: (1) Indeterminada; (2) Tuberculóide; (3) Dimorfa e; (4) Virchowiana. As duas primeiras formas também são ditas paucibacilares e as outras duas, multibacilares. O tratamento consiste em um esquema poliquimioterapêutico adequado a cada forma da doença. As recidivas estão relacionadas com falhas no tratamento, moradia com mais pacientes infectados e a organização dos serviços de saúde. As principais incapacidades descritas na literatura foram ressecamento da pele, diminuição de sensibilidade periférica com um aumento do risco de lesões nessas regiões, dor intensa e fraqueza muscular Conclusão: As recidivas da hanseníase correspondem a um agravo importante da doença. A maior carga bacilífera desta fase potencializa a presença de incapacidades. O principal limitante do prognóstico do paciente com hanseníase é a impossibilidade de realizar um auto-cuidado satisfatório devido as incapacidades geradas pela doença. A ineficácia desta prática aumenta as chances de reinfecção, recidivas e transmissão, assim, urge a necessidade de maior direcionamento das políticas públicas para esse tema.

Palavras chave: Hanseníase, Estatísticas de sequelas e incapacidade, Prevenção, Controle.


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