SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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MATERIAIS E MÉTODOS CONSTRUTIVOS EM MORADIAS DO TIPO COLIVING
Wellington Cesar Teles da Silva, Carolina Porto Prados Teles, Arthur Martins Aprígio Lopes

Última alteração: 2018-10-10

Resumo


Introdução: O conceito de co-housing surgido na década de 70 na Dinamarca foi aprimorado e evolui para o co-living que busca de criar moradias individuais com espaços de habitação compartilhados, como área de lazer e alimentação para estimular o relacionamento entre os vizinhos. Objetivo: Realizar levantamento bibliográfico das principais inovações que concernem ao engenheiro civil em edificações do tipo co-living. Material e Métodos: O estudo foi realizado através de uma revisão da lietartura científica nas seguintes bases de dados: web of Science, Scielo, Scopus e Science direct e Google Scholar. Resultados: A economia compartilhada, área na qual insere-se o conceito de co-living, consiste em trocar valores como ideias, tempo ou espaço e está frequentemente associada aos aspectos socioambientais. Nota-se, entretanto, que a adesão a este tipo de moradia ou iniciativa relaciona-se muito mais às questões econômicas. As construções estilos coliving minimizam os espaços individuais e maximizam os espaços coletivos favorecendo a socialização. Assim, desde o projeto, deve-se atentar a métodos construtivos que possibilitem e favoreçam esse propósito, como o uso de materiais estruturais menos volumosos, otimização do uso do espaço, bom sistema de isolamento acústico, uso de materiais de alta durabilidade e baixa manutenção, emprego de conceito aberto nas áreas coletivas. Além disso, nota-se a colaboração entre o profissional de engenharia e de arquitetura é fundamental à concepção e execução do projeto com êxito. De acordo com dados do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) o Brasil é um líder latino-americano neste tipo de moradia. Em relação à sustentabilidade ambiental, muitas construções apresentam área de compostagem, hortas e produtos de limpeza feitos em casa. Por outro lado, em poucas edificações essa preocupação é considerada durante a construção. Conclusão: Nota-se que existem poucas publicações científicas que abordem os materiais e métodos construtivos específicos ao coliving. Mas foi possível levantar alguns dados conceituais e das principais demandas. Conclui-se ainda que a sustentabilidade ambiental dos projetos pode ainda ser aprimorada e minimizar ainda mais os custos da construção e manutenção.

 

Palavras chave: COLIVING, ECONOMIA COMPARTILHADA, TECNOLOGIA, SUSTENTABILIDADE.


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