SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: ANÁLISE DE INTERNAÇÕES E DE ÓBITOS NOS HOSPITAIS DO TOCANTINS
ANA IRIS PEREIRA CHAVES, VANESSA BORGES ABREU, RENATA NOGUEIRA NASCIMENTO, MANUELA BANDEIRA DA SILVA FILHA, EDUARDO PAIXÃO AIRES, Joelcy Pereira Tavares

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A insuficiência cardíaca, uma das principais causas de internação hospitalar, pode resultar de qualquer condição cardíaca que reduza a capacidade do coração de bombear sangue suficiente para o organismo e acomete principalmente os idosos. Objetivo: Avaliar o número de internações e óbitos de pacientes com insuficiência cardíaca, relacionando com a faixa etária e gênero, no Tocantins. Material e Métodos: Estudo transversal, de acordo com os dados registrados no DataSus, baseado em 5.796 internações por insuficiência cardíaca referente ao período de junho de 2013 a junho de 2018 em hospitais tocantinenses. Avaliaram-se internações e óbitos hospitalares por insuficiência cardíaca de acordo com a faixa etária, a partir de 20 anos, e com o gênero. O teste qui-quadrado com 5% de significância foi realizado. Resultados: Foram registradas 5.796 internações e 558 óbitos referentes à insuficiência cardíaca no Tocantins durante o período avaliado. Numericamente, o sexo masculino contou com mais internações, 59,42 % (n=3.444), e óbitos, 54,12% (n=302).  A maior prevalência de internações e de óbitos acometeu a faixa etária entre 60 anos e mais, sendo 76,13% (n=4413) e 84,22% (n=470), respectivamente. Em nível de significância de 5%, ao comparar as taxas de internações e de óbitos por insuficiência cardíaca no Tocantins, observou-se que há associação entre os dados de internações, a faixa etária e o gênero (p<0,05), entretanto o número de óbitos não apresentou a mesma correlação (p>0,05). Conclusão: Os resultados desse estudo demonstram as altas taxas de internações e de óbitos, principalmente em idosos, por insuficiência cardíaca no Tocantins, corroborando com os dados literários no que diz respeito à elevada morbidade e mortalidade pela desordem cardíaca e prevalência nas faixas etárias mais elevadas. Em relação ao número de óbitos, o teste qui-quadrado revelou não associação com a faixa etária e com o gênero. Diante disso, é possível concluir que idade e sexo do paciente devem interferir nas estratégias de tratamento da doença para evitar novas internações e que novos estudos sobre o tema são importantes para buscar as causas de tanta mortalidade por IC nos hospitais e a melhoria dessa realidade.

 

 

Palavras chave: Insuficiência Cardíaca, prevalência, mortalidade.

 


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