SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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ÓBITOS POR ECLAMPSIA EM GURUPI E NO ESTADO DO TOCANTINS EM GESTANTES DE 15 A 39 ANOS NO PERÍODO DE 2006 A 2016
Maria Clara Borges Almeida, Isana de Oliveira Caetano, Júlia Cattabriga Pessoa Zacché, Mauro Felipe Nunes Coutinho, Fernanda Snovarski Mota

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A eclampsia é o aparecimento de convulsão em uma paciente com pré-eclâmpsia e trata-se de um quadro evoluído da Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG) quando esta não é tratada. Objetivo: Comparar a quantidade de casos de óbitos de mulheres gestantes por eclampsia confirmados e notificados na cidade Gurupi- TO e no estado do Tocantins entre os anos de 2006 e 2016, a fim de avaliar a qualidade do pré-natal na cidade de Gurupi e a correta aderência destas pacientes as orientações e tratamentos propostos pela equipe que a assiste em relação às demais cidades do estado. Material e Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, primário e longitudinal utilizando dados do Departamento de informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) para a obtenção de resultados concretos sobre a notificação do número de casos de óbitos por eclampsia em mulheres de 15 a 39 anos entre os anos de 2006 e 2016 na cidade de Gurupi e no estado do Tocantins.  Resultados: Após a obtenção dos dados por meio de tabelas do site pesquisado, foram observados 26 mortes por eclampsia em mulheres de 15 a 39 anos no estado do Tocantins no período de 2006 a 2016. Dentre esses, 8 óbitos foram na faixa etária de 15 a 19 anos, 9 de 20 a 29 anos e 9 de 30 a 39 anos. Já na cidade de Gurupi, não há notificação de óbitos por eclampsia nesse mesmo período.  Conclusão: Nos anos de 2006 a 2016, os casos de óbito por eclampsia sempre foram presentes no estado do Tocantins em gestantes de 15 a 39 anos. Em contrapartida, na cidade de Gurupi não houve óbitos com a causa pesquisada. Tal constatação evidencia que o cuidado pré-natal de Gurupi está conseguindo evitar essa celeuma e fazer com que gestantes que tem DHEG não sofram riscos mais graves, isso devido ao bom acesso que as pacientes tem ao serviço especializado quando se faz necessário. Enquanto isso, nas demais cidades do Tocantins, esse quadro ainda é preocupante e alarmante, sendo crucial uma investigação do motivo dessas mortes estarem ocorrendo e o que pode ser feito para evitá-las.

 

 

Palavras chave: ECLAMPSIA; GESTANTES; MORTE; CUIDADO PRÉ-NATAL.

 

 


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