SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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PREVALÊNCIA DA SÍNDROME NEFRÍTICA AGUDA E RAPIDAMENTE PROGRESSIVA NAS REGIÕES BRASILEIRAS ENTRE 2010 E 2017.
Emilly Gomes de Brito, Patrícia da Silva Soares, Daniel Laureano de Castro, Vanessa das Graças Pinto, Luanna Carneiro Pereira

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A síndrome nefrítica aguda e rapidamente progressiva caracteriza-se por rápido declínio da função renal. A hematúria está sempre presente, podendo estar associada a outros sintomas como a oligúria. Objetivo: Avaliar a incidência da síndrome nefrítica aguda e rapidamente progressiva no Brasil, no período de 2010 a 2017, identificar a região de maior prevalência desta síndrome. Material e métodos: Um estudo epidemiológico, temporal, de caráter transversal, onde buscou-se dados quanto a incidência da síndrome nefrítica aguda e rapidamente progressiva no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) no período de janeiro de 2010 a dezembro de 2017 nas cinco regiões geográfica do Brasil (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste). Foi analisada a prevalência, no período, da doença nas distintas regiões, onde buscou-se identificar a mais acometida através de análise estatística com o teste Qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Resultados: No período analisado foram notificados ao DATASUS 47.248 casos, sendo o ano de 2011 o de maior incidência, representando 15,3% (n= 7.226) dos casos. A região Nordeste foi a que registrou maior incidência dos casos ao longo do período, com 45,5% do total (n= 21.515), enquanto a região Centro-Oeste fora a de menor incidência, com 6% do total (n=2.833). Não houve diferença significativa na incidência de síndrome nefrítica aguda e rapidamente progressiva entre os anos avaliados e os números absolutos de casos no Brasil (p>0,05). O número de casos por região entre os anos do período avaliado mantiveram-se constantes, ao passo de não haver diferença significativa entre os mesmo ao serem avaliados pelo método estatístico adotado (p>0,05). A relação entre as variáveis total de casos no período analisado e regiões do Brasil apresentou significância (p<0,05). Não houve diferença significativa entre a incidência total na região Centro-Oeste e na região Sul do Brasil (p>0,05). Conclusão: A discrepância entre os baixos índices dos indicadores de saúde no Nordeste em relação aos elevados nas regiões Sul e Centro-Oeste, pode ser apontada como o fator de maior influência dos resultados deste estudo, haja vista que, a síndrome nefrítica e rapidamente progressiva tem como principal fator de risco a infecção bacteriana prévia, muito frequente e até negligenciada em regiões menos assistidas do Nordeste.


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