SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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ATEROSCLEROSE COMO FATOR PREDISPONENTE PARA A OCORRÊNCIA DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: UM RECORTE BIBLIOGRÁFICO
KAIRO SAIRO PORTO DE MELO, Gleyssi Couto de Souza Gomes, Leonardo Macedo Abreu, Saulo Rodrigues Lima Neuenschwander Penha, Vinicius Lopes Santana, Andréia Kássia Lemos Brito

Última alteração: 2018-10-10

Resumo


Introdução: a aterosclerose é uma doença que envolve a deposição anormal de placas de gordura nas paredes arteriais. Essa obstrução pode assim comprometer a circulação arterial e assim promover o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma delas é o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Objetivo: realizar um recorte bibliográfico da fisiopatologia da aterosclerose como fator predisponente para a ocorrência de IAM a partir da obstrução de artérias coronarianas. Material e Métodos: foi realizada uma consulta em periódicos nacionais, mediante acesso às bases de dados eletrônicas, PubMed, LILACS, e SciELO, em publicações entre os anos de 2007 e 2017. Resultados: esta revisão foi elaborada em três tópicos: anatomia das artérias coronarianas, fisiopatologia da aterosclerose, e correlação: aterosclerose e IAM. As artérias coronárias direita (ACD) e esquerda (ACE) são os primeiros ramos da aorta. A ACD emite o ramo do Nó Sinoatrial, ramo Marginal Direito, e ramo do Nó Atrioventricular (80% das pessoas). Continua e dá origem a ramos no átrio e ventrículo direito até o ponto de origem da artéria Interventricular Posterior, no padrão de dominância direito. A ACE, dá o ramo Interventricular Anterior, e ramo Circunflexo. Este dará o ramo Marginal Esquerdo. A aterosclerose é considerada uma doença inflamatória, multifatorial, que leva a uma a disfunção endotelial. Essa disfunção atua perpetuando todo o continuum inflamatório através da liberação de citocinas, fatores quimiotáticos, fatores de crescimento, que são capazes de desencadear lesões vasculares. Entre as alterações está a expressão de moléculas de adesão na superfície de células endoteliais, migração de leucócitos, produção de Interleucina-1 (IL-1), formando a placa aterosclerótica madura, a partir da mineralização e neoformação vascular. Assim, as lesões ateroscleróticas das artérias coronarianas são causa fisiopatológica para o desenvolvimento das síndromes coronarianas agudas e crônicas. Quanto maior o número dessas lesões, maior a chance de desencadear o IAM, uma vez que ocorre uma maior instabilidade da placa aterosclerótica. Embora qualquer artéria possa ser afetada, os principais alvos da doença são a aorta e as artérias coronárias e cerebrais, tendo como principais consequências o infarto do miocárdio, a isquemia cerebral e o aneurisma aórtico. Conclusão: grande parte dos IAM ocorre por lesões ateroscleróticas leves ou moderadas, e que a maioria desses infartos são causadas por ruptura das placas ateroscleróticas. Observou-se que a ACE é a mais acometida, quando comparada com a direita, devido suas características anatômicas.

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