SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

Tamanho da fonte: 
CASOS DE PROLAPSO DO ÓRGÃO GENITAL FEMININO EM GURUPI NO PERÍODO DE JAN 2016- JUN 2018
Antonieta Maria Salgado Juncal, Rita de Cássia Ramalho Gama, Rodrigo Fernandes de Vasconcelos, Arthur Miranda da Silva, Isadora Maria Salgado e Juncal

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: Prolapso genital é todo deslocamento caudal anormal dos órgãos pélvicos  através da vagina. É fundamental uma análise epidemiológica no intuito de abordar medidas eficazes no controle e erradicação da doença.

Objetivo: Identificar a prevalência do prolapso genital feminino no município de Gurupi-TO no período de janeiro de 2016 a junho de 2018 correlacionando com características epidemiológicas como faixa etária, cor/raça, taxa de mortalidade e gastos totais.

Material e Métodos: Trata-se de uma pesquisa retrospectiva-descritiva, desenvolvida a partir da consulta ao Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisados os casos de internações e óbitos de pacientes com o prolapso genital feminino registrados no município de Gurupi no período de janeiro de 2016 a junho de 2018.

Resultados: No período analisado, foram registrados 18 casos de tal patologia em Gurupi. A faixa etária mais acometida foi de 50 a 59 anos com 5 casos. Em relação à raça e cor, houve 14 casos em pardos, 3 em brancos e 1 em pretos. Apresenta taxa de mortalidade nula. Foram dispensados R$ 4.814,66 para os cuidados com esse tipo de doença do trato geniturinário.

Conclusão: No presente estudo, conclui-se que o prolapso genital feminino vem afetando de forma notória a sociedade gurupiense. A população feminina entre 50 e 59 anos é a mais afetada com tal enfermidade. Há um significativo predomínio de portadores pardos em Gurupi e pode-se levar em consideração o predomínio de pardos no estado do Tocantins (IBGE).O diagnóstico baseia-se no quadro clínico, laboratorial e na combinação de exame de urina e ultrassonografia da bexiga e rins. De acordo com as origens da patologia, verifica-se o predomínio desta, depois de gravidezes sucessivas e partos múltiplos, mas, obesidade, envelhecimento, menopausa, alterações hormonais e certas doenças musculares, neurológicas e genéticas também estão entre as causas dessa doença. Com uma análise do contexto social e hospitalar, observa-se que o desenvolvimento de atividades perineais, práticas físicas como ioga e pilates e tratamentos precoces ainda são as medidas ideais para a possível prevenção da enfermidade. Ademais, o tratamento envolve o reposicionamento cirúrgico vaginal ou o uso do pessário (anel de borracha que sustenta o útero no lugar).

DESCRITORES: Prolapso. Envelhecimento. Atividade.



É necessário inscrever-se na conferência para visualizar os documentos.