SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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TRATAMENTO CIRÚGICO DA ESCAFOCEFALIA: UM RELATO DE CASO
Lília Diniz Nunes, Rafaela Marchioro Marchioro, Oscar Nunes Alves, João Pedro Rodrigues, Milca Macedo Araujo, Luiza Cristina Pereira Bezerra

Última alteração: 2018-10-07

Resumo


Introdução: As Craniossinostoses são malformações congênitas que afetam 1:2000 nascidos vivos, sendo caracterizadas pelo fechamento precoce de uma ou mais suturas. A escafocefalia é a Craniossinostose mais frequente evidenciando-se entre 40 e 60% dos casos. Objetivo: Compreender através de um relato de caso a escafocefalia sua etiologia, diagnóstico e tratamento. Etiologia: Essa doença é definida pelo fechamento prematuro da sutura sagital, condicionando um aspecto alongado da cabeça, sua causa ainda é estudada, algumas hipóteses associam com forças biomecânicas, tabagismo, alterações genéticas, expressões locais de fatores de crescimento e alguns distúrbios metabólicos. Diagnóstico: Deve ser feito clinicamente e acompanhado de exames de imagem como Ressonância Magnética, Radiografia ou Tomografia Computadorizada. A patologia pode ser suspeitada ainda em fase intrauterina com exames ultrassonográficos. Aspectos Clínicos: O alongamento anteroposterior da cabeça pode gerar algumas repercussões durante seu desenvolvimento. Dentre elas, o déficit de perfusão tecidual e a hipertensão intracraniana são os mais comuns e se não tratados podem gerar graves sequelas. Deficiências visuais e mentais são as mais recorrentes. Relato de Caso: M.C.O.C, 05 meses, levada pela mãe ao neurologista do Hospital Geral de Palmas em Novmebro de 2017 devido crescimento do crânio em sentido fronto-occiptal, causando estranheza pelo formato. Exame neurológico, normal, crânio em forma de quilha de navio, TC e RM, mostraram fechamento precoce da sutura sagital. Tratamento Cirúrgico: Submetida à cirurgia, anestesia geral, reposição sanguínea durante procedimento, incisão bi coronal, escalpelamento, feito abertura óssea bilateral paralela à sutura sagital, interrompida sutura sagital em 03 pontos, anterior, posterior e médio, abertura dos ossos, fronto-temporo-parieto-occipital,  em leque, hemostasia com cera pra osso, fechamento em 02 planos. Ótima evolução estética, sem fístula no pós-operatório imediato, e fístula líquórica com 07 dias, corrigida cirurgicamente. Boa evolução e bom resultado final. Conclusão: Dentre o contexto das craniossinostoses a escafocefalia (ou craniossinostose sagital) é a forma mais frequente, apesar de sua etiologia ainda não bem definida pode ter origem primária (genética ou ambiental) ou secundária à outras síndromes. Ao desenvolver-se em um período em que o crescimento e desenvolvimento cerebral é muito importante, a escafocefalia torna o crânio uma caixa rígida, impedindo este crescimento e expansão cerebral o que pode acarretar aumento da pressão intracraniana e progressivamente compressão de outras estruturas nobres, como o cerebelo e nervo óptico, podendo gerar sintomas ou sequelas neurológicas. A cirurgia é o tratamento indicado e quanto mais precocemente realizada além de corrigir deformações estéticas do crânio previne possíveis lesões cerebrais.

Palavras chave: ESCAFOCEFALIA, CRANIOSSINOSTOSE, MAL FORMAÇÕES, SUTURAS

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