SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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DISFUNÇÃO DA ADRENAL EM RATOS TRATADOS COM PROPILTIOURACIL
Luiza Pereira Cristina Pereira Bezerra, Lais Pires de Freitas Melo, Guilherme Augusto Oliveira Soares, Wataro Nelson Ogawa

Última alteração: 2018-10-09

Resumo


Introdução: discrepâncias na literatura quanto a sinais e sintomas do hipotireoidismo associado a disfunção e/ou fadiga da suprarrenal levantam hipóteses acerca do envolvimento de hormônios tireoidianos no eixo estressor Hipotálamo-Hipófise-Adrenal. Objetivo: associar o propiltiouracil (PTU) com quadro de hipotireoidismo e mensurar o teor de ácido ascórbico da adrenal (AAA) de ratos tratados e não tratados com PTU e os respectivos pesos das adrenais. Material e Métodos: vinte ratos da variedade Wistar, 10 controles tratados com solução aquosa de aspartame (10 gotas/100 mL) e 10 tratados com solução aquosa de aspartame (10 gotas/100 mL) mais PTU (100 mg/100 mL) diariamente por 30 dias (aspartame utilizado para atenuar aversão ao PTU). Após anestesia (tiopental 50 mg/kg) as adrenais foram excisadas, pesadas e maceradas com ácido metafosfórico 2,5% para extração do ácido ascórbico. Alíquotas de 2 mL do filtrado foram reagidas com 2,6-diclorofenolindofenol-tampão acetato e leituras de absorbância feitas no espectrofotômetro no comprimento de onda 520 nm. Conteúdo de AAA foi padronizado para pesos das adrenais e corporais por meio de uma curva padrão. Após sacrifício e cervicotomia as tireoides foram expostas e fotografadas. Utilizou-se ANOVA post hoc Tukey para comparações múltiplas com nível de significância estabelecida em P < 0,05. Protocolo aprovado pelo CEUA-UnirG sob nº 002-2018. Resultados: todas as tireoides foram volumosas nos ratos tratados com PTU comparadas às do grupo controle. Considerando o ácido ascórbico como marcador biológico da função suprarrenal na produção de hormônios, o conteúdo médio de AAA nos grupos controle e PTU foram respectivamente (em µg/100 mg/100 g): 81 ± 20,7 e 47,3 ± 17,5 sendo significativo a depleção de AAA no grupo PTU (P = 0,00096). Quanto ao peso médio das adrenais (em mg) em ratos controle e tratados com PTU foram, respectivamente: 42,2 ± 3,6 e 35,5 ± 4,1 (P = 0,0025). Conclusão: há evidências de que o propiltiouracil induz hipotireoidismo e em consequência uma disfunção da glândula adrenal evidenciado pela atrofia e queda de AAA, possivelmente associada a uma hipofunção do córtex da adrenal pela ausência ou diminuição de hormônios tireoidianos.

 

Palavras chave: hipotireoidismo, propiltiouracila, adrenal


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