SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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HIPOVITAMINOSE D E SUA CORRELAÇÃO COM NEOPLASIAS E ESCLEROSE MÚLTIPLA
Renata Nogueira Nascimento, Manuela Bandeira da Silva Filha, Marianne Ferreira Caires

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A vitamina D é um hormônio metabolicamente inativo. Exerce ações em mais de 200 genes envolvidos na regulação do ciclo celular,Além disso, alguns estudos buscam compreender se há associação entre os níveis séricos de vitamina D e a esclerose múltipla (EM). Objetivo: Verificar a importância da deficiência de vitamina D com o aparecimento de alguns tipos de cânceres, bem como relacionar essa vitamina com a Esclerose Múltipla. Métodos: Este estudo constitui-se de uma revisão bibliográfica feita através de pesquisas no livro Tratado de Fisiologia Médica, sites específicos, revistas e artigos da Scielo, entre os anos de 2009 a 2013, utilizando como descritores hipovitaminose, vitamina D, esclerose múltipla e câncer. Resultados: Vitamina D é um composto inativado. Sua atividade depende da conversão desse composto, que ao passar pelo fígado forma a 25-hidroxivitamina D (25-OHD3), conhecida como calcidiol e nos rins, sofre a ativação em 1,25-di-hidroxicolecalciferol, sendo chamado também de calcitriol. A avaliação que permite detectar os níveis séricos de vitamina D no corpo são obtidos a partir da concentração de calcidiol (25(OH)D) circulante. De acordo com a Endocrine Society, os níveis são definidos como: deficiente: 0 a 20 ng/mL, insuficiente: 21 a 29 ng/mL, suficiente: 30 a 100 ng/mL, tóxico: > 150 ng/mL. Já o Vitamin D Council sugere que um nível de 50 ng/mL seja o ideal a seguir. Além disso, alguns estudos buscaram associar os altos níveis séricos de vitamina D no sangue com a prevenção contra o melanoma, câncer de mama e câncer colorretal, mas por outro lado, há controversas em relação a alguns outros tipos. Ademais, alguns estudos relacionam essa vitamina com o tratamento da esclerose múltipla (EM), onde há uma divergência entre pesquisadores que defendem e contestam essa linha de pesquisa. Em pesquisas realizadas na Noruega e um estudo clínico desenvolvido na Finlândia comprovam que não há diferença entre pacientes que fizeram uso da vitamina D e os que não utilizaram. Conclusão: Há uma relação entre os níveis séricos de vitamina D com algumas doenças como o câncer colorretal, câncer de mama e o melanoma. Além disso, buscou-se associar essa vitamina com o diagnóstico da Esclerose Múltipla, onde não foi detectada uma correlação satisfatória.

Descritores: Vitamina D. Neoplasias. Esclerose múltipla.


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