SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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TRATAMENTO PRECOCE DE DERRAME PARAPNEUMÔNICO E SUAS IMPLICAÇÕES NO PROGNÓSTICO
Patricia da Silva Soares, Emilly Gomes de Brito, Vanessa das Graças Pinto, Marco Antônio Bueno Mourão, Luanna Carneiro Pereira

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Introdução: A pneumonia é a infecção respiratória por pneumococo mais frequente entre crianças. O derrame parapneumônico (DPPC) é a complicação mais comum, sendo o responsável pela maior parte da mortalidade infantil. Objetivo: Verificar a influência da instituição de um tratamento precoce no prognóstico de um paciente com DPPC. Material e métodos: Foi realizada uma revisão bibliográfica da literatura em bases de dados relevantes à área das ciências médicas, como MEDLINE, LILACS e SCIELO. Foram selecionados 57 artigos, tendo como critério de inclusão ter data de publicação menor que 10 anos e explorar quanto o diagnóstico e o tratamento precoce da pneumonia e/ou DPPC em crianças. Resultados: Houve uma redução no número de internações por pneumonia, sendo mais acentuada nos países onde a vacinação por Streptococcus pneumoniae foi instituída. Todavia, a incidência de DPPC foi crescente em todos os dados obtidos. A principal complicação advinda do DPPC descrita foi o empiema pleural, estando mais frequente em casos onde o tratamento do DPPC foi tardio. Um dos pontos mais evidenciados em importância na definição do prognóstico do DPPC foi o intervalo entre a instalação do quadro e o início do tratamento. O desbridamento cirúrgico por toracoscopia, se mostrou em diversos estudos como o método mais seguro e eficaz, reduzindo ainda o tempo de hospitalização do paciente. Conclusão: Na era pós-vacina, a causa mais evidente para o aumento dos casos de DPPC é o surgimento de cepas resistentes a antibioticoterapia empírica. A toracoscopia, realizada em até cinco dias da internação, é o método mais indicado no tratamento do DPPC, assegura ao paciente menos tempo de drenagem, redução dos quadros febris, pequena taxa de complicações e consequente admissão em unidade de terapia intensiva, além de melhor evolução e alta em menos tempo.

Descritores: PNEUMONIA, TORACOSCOPIA, VACINAÇÃO, PROGNÓSTICO.

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