SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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USO DE MISOPROSTOL NA PREVENÇÃO DE HEMORRAGIA NO PÓS-PARTO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Geovana Christina Isidoro Bezerra, Vinicius Lopes Santana, Lucas rocha fonseca, Kairo sairo porto de melo, Emerson alves miguel batista barreto, Sara Falcão de sousa

Última alteração: 2018-10-06

Resumo


Geovana Christina Isidoro Bezerra1,Kairo Sairo Porto de Melo1, Vinicius Lopes Santana1, Lucas Rocha Fonseca1, Emerson Alves Miguel Batista Barreto1, Sara Falcão de Sousa2.

1Graduados em Medicina pelo Centro Universitário Unirg, Gurupi/TO. E-mail: geovana_cib@hotmail.com. 2Docente do Centro Universitário Unirg, Gurupi/TO. Mestre em Ciência da Motricidade Humana e Doutorado em Ciências da Saúde.

Introdução: A hemorragia no pós-parto (HPP) é uma das causas de morte materna no mundo.  Diversas intervenções médicas são usadas para controle do sangramento quando ocorre a HPP. Sendo a ocitocina o uterotônico padrão ouro. Entretanto, não é freqüente a sua disponibilidade em locais de poucos recursos, devido à sua administração parenteral e à necessidade de estocagem em local com temperatura adequada. Dessa forma, em situações nas quais não há ocitocina disponível verificou-se a recomendação do uso de outros uterotônicos injetáveis ou misoprostol oral (600 μg). Assim, o uso de misoprostol, análogo da prostaglandina, tem sido administrado devido a sua eficácia, ao seu baixo custo, estabilidade na temperatura ambiente e facilidade na administração. Objetivo: Demonstrar a eficácia do uso do misoprostol na hemorragia pós-parto. Material e métodos: Trata-se de uma revisão de literatura, baseada em trabalhos obtidos em livros e nas bases de dados PUBMED, SCIELO, sendo selecionadas as publicações tidas como mais relevantes que mostram a utilização e eficácia do misoprostol na prevenção de hemorragia no pós-parto. Resultado: Estudos mostraram que o uso do misoprostol oral reduz o risco de HPP grave em mais de 80% quando comparado a um placebo e reduz o risco de HPP moderada (500 mL). Tadavia, comparado com a ocitocina, o misoprostol é um pouco menos eficiente na prevenção da HPP. Com relação ao tratamento da HPP, o misoprostol (800 µg por via sublingual) pode ser uma alternativa à ocitocina (40 UI endovenosa) quando a última não está disponível. Ha relatos também de que se o misoprostol for usado no ambiente hospitalar e comunitário em comparação com nenhum tratamento (ou seja, ocitocina não disponível no ambiente hospitalar), 37 casos de HPP poderiam ser evitados; menos dez mulheres precisariam de uterotônicos adicionais; e menos seis mulheres, uma transfusão de sangue. No entanto, mais efeitos colaterais são registrados com misoprostol, especialmente diarréia, náusea, vômito, tremores e febre acima de 38 ° C. Conclusão: Na prevenção da HPP, uma dose única de 600 μg de misoprostol sublingual pode ser indicada durante a terceira fase do trabalho de parto, quando a ocitocina não está disponível. Sendo assim, uma boa assistência a gestantes durante o trabalho de parto e no pós-parto, interfere de forma positiva para a prevenção de HPP, contribuindo para a diminuição da mortalidade materna.

Palavras chaves: Misoprostol; Hemorragia pós-parto; Prevenção

 


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