SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi, IV SICTEG - Semana Integrada de Ciência e Tecnologia de Gurupi

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FEMINICÍDIO: O SILÊNCIO QUE GRITA
Thaynná Costa Lino, Danielle Souza Alves, Gardênia Oliveira Campos, Hellen Cássia Moraes, Jordane Bezerra Viana, Sandra Nara Marroni

Última alteração: 2018-10-03

Resumo


Introdução: A maneira como a mulher é referida historicamente nos ajuda a compreender na atualidade a violência contra mulher, que ainda persiste em nível global, sendo o feminicídio o desfecho mais desumano deste cenário Objetivo: Sensibilizar a sociedade, em especial as mulheres em relação ao feminícidio e descrever o mapa atual da violência contra a mulher no cenário nacional e estadual. Metodologia: Trata-se de uma Revisão de literatura narrativa. A pesquisa foi realizada em sites, artigos científicos, registros históricos, revistas, com o tema proposto. Foram utilizados os seguintes termos para busca eletrônica: feminicídio artigos, violência contra a mulher e dados de violência contra mulher. Os artigos selecionados foram extraidos das bases de dados Scielo e Google acadêmico. Não foram excluídas publicações mais antigas por o termo ser considerado e usado há décadas até hoje. Resultados: A sociedade brasileira é marcada pela desigualdade de gênero, considerando o histórico cultural de cunho machista e patriarcal, entendendo o papel da mulher na contemporaneidade. O feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo simples fato de ser mulher (SNMT/CUT, 2007). Entre os anos de 2010 a 2015 foram registrados 5 espancamentos a cada dois minutos e um feminicídio a cada 90 minutos, sendo que o número de assassinatos atinge 4,8 a cada 100 mil mulheres (ONG ARTIGO 19, 2018). No Tocantins a taxa de feminicidio cresceu cerca de 81,8% em 2015, na capital a taxa de assassinatos aumentou de 1.100% de 2003 a 2013 (G1, 2015). O feminicídio perpetua-se por meio das práticas violentas e disseminadas na impunidade na morosidade do poder público e na ausência de políticas que previnam e combatam tal violência (SOUSA, 2016). Conclusão: Estudos indicam a magnitude desse crime e a necessidade de identificar situações de risco e prevenir desfechos letais são imprescindíveis. As evidencias nos mostram que muitos desses crimes contra a mulher são anunciados e evitáveis, daí a necessidade de desenvolvermos estratégias reais e viáveis a fim de diminuir esses números alarmantes em relação a este tema, centenas de crianças ficam sem suas mães e inúmeras famílias são esfaceladas em decorrência deste ato brutal. Ressalta-se neste trabalho a necessidade de ampla divulgação entre jovens e adolescentes mulheres visando minimizar o preconceito e desigualdades de gênero em nossa sociedade em busca de políticas públicas que garantam a todas o direito de acesso a informações para consolidação dos direitos das mulheres.

 

 

Palavras chave: Feminicídio. Violência contra mulher.  Dados da violência contra mulher.

 

 

 


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